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MAFDRO Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural aprovou mais 2 projetos de reabilitação de regadios tradicionais no distrito de Braga. Ao todo, serão beneficiados mais de 100 hectares, com um investimento público a rondar os 200 mil de euros.

Trata-se do regadio de São Bartolomeu, Pereira e Monte Chão, no concelho de Amares, e do regadio da Levada da Ilhô, no concelho de Vila Verde. Este investimento junta-se ao regadio de Sabariz/Cabanelas, uma obra no valor de 8,7 milhões de euros cujos concursos já foram lançados, estando previsto o início dos trabalhos em novembro.
Estes projetos de recuperação complementam o Programa Nacional de Regadios, que prevê um investimento global de 560 milhões de euros, até 2023, na criação e na reabilitação de mais cerca de 100 mil hectares de regadio, que vão criar 10.500 postos de trabalho permanentes.
“São projetos que representam um investimento do Governo no desenvolvimento rural, criando mais e melhores condições para a fixação das populações e para o crescimento da pequena agricultura familiar numa região de grande produtividade, onde a estrutura da propriedade está dimensionada para este tipo de agricultura”, sublinha o ministro Luís Capoulas Santos. O titular da pasta da Agricultura lembra que este novo pacote “faz parte de um projeto mais amplo de valorização dos territórios e da atividade agrícola, tornando-a mais produtiva e mais competitiva, nomeadamente através do uso mais eficiente da água”, sublinhando os aspetos sociais da medida: “o Governo pretende discriminar positivamente a agricultura familiar, de acordo com uma estratégia de apoio ao setor que se traduza na valorização da atividade e na consequente melhoria de rendimento para este segmento”.Relativamente aos projetos aprovados, “trata-se de recuperar estruturas que se encontram degradadas, nas quais não foi feito qualquer investimento de melhoria ao longo de décadas e nas quais importa investir, para aproveitar todo o potencial desta região e dos recursos hídricos disponíveis”, lembra o ministro. Capoulas Santos lembra ainda a questão da adaptação às alterações climáticas, considerando “urgente promover o uso eficiente do recurso água e a constituição de reservas para enfrentar tempos de escassez, pelo que este investimento é plenamente justificado e vai ao encontro dos anseios dos pequenos agricultores”.


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